TENTAÇÃO
Tentação, por que provocas?
Não sabes o mal que causas?
Tua voz paralisa a reflexão,
Tua imagem nubla o olhar,
Teu perfume domina os demais,
Teu gosto sublima a fome,
Teu toque adormece a pele.
Quem te mandou seduzir,
Cintilar nos sonhos,
Faiscar nos devaneios,
Comandar risos tolos
E versos de paixão?
Tentação, és desejo de corpo,
Ânsia de alma,
De fundir labaredas,
De valsar na cama,
Apascentar estrelas,
Compor sinfonias,
Cavalgar cometas.
Eva, leva pra longe esse fruto,
Devora-o com dentes de louça,
Derrama o vinho das entranhas,
Quebra o espelho mágico
E com ele o destino trágico
Dos escravos que arrebanhas.
DIZER DA VIDA
Dizer da vida que é roda
De giro rápido estonteante
Digo.
Dizer da vida que é mar
De calmaria e tempestade,
Digo.
Dizer que a vida é instante,
Centelha na noite eterna,
Digo.
Dizer que a vida é realidade,
Que não se trata apenas de sonho,
Não sei dizer.
Dizer que a vida é curiosidade
De espíritos fugitivos da luz,
Para que dizer?

Infelizmente o brasileiro adora a malandragem e a grande maioria se acha esperto. Ao não distinguir malandragem e esperteza - aproveitamento de oportunidades para conseguir vantagens pessoais usando a sagacidade e o carisma pessoal - da pura vigarice - criação enganosa de oportunidades para lesar incautos e espertos ou obter vantagens ilegais - os eleitores de Lulla o aceitam e aplaudem como rei dos espertos e com ele se identificam. Por outro lado, existem os que sabem das vigarices mas se sentem beneficiados por aumentos salariais ou de pensões, por empréstimos consignados para satisfazer desejos de consumo, pela inflação baixa, pela distribuição caridosa de dinheiro público sem a contraprestação do trabalho, e não querem correr o risco de perder esses benefícios.
Em São Paulo, cidade onde a média cultural dos habitantes é superior à dos rincões do norte e do nordeste já não elegeram Maluf e Pita? Talvez haja manipulação de pesquisas como também se manipulou a mídia televisiva, mas é apenas um fator adicional que se agrega ao "Carpe diem" (aproveite o hoje) que impulsiona as ações de uma multidão de brasileiros. Quanto a eventuais problemas futuros ocasionados por uma gestão incompetente e corrupta beneficiada por seus votos, acreditam que, com a própria esperteza, poderão livrar-se deles. Pobres de espírito: os espertos são as maiores vítimas dos vigaristas!

Felicidade
Tarde de sol, jardim florido,
Crianças no balanço,
O Totó latindo,
Perfume de mulher,
Ópera de passarinhos,
Um instantâneo de paz
Para se guardar na memória.
Toca o celular, é amigo:
- Bom dia.
- Bom e belo!
- O quê?
Difícil explicar a felicidade

Querer não é poder
Mulher dos devaneios nas horas tardias,
Quando arrulham pombas ariscas no telhado,
Tua figura dorme nas colchas vazias
Onde repousa o desejo de ser amado.
Dizer teu nome agora não vale a pena,
Pois o poema não carrega o sentimento
Para bem longe deste coração que acena
Com as promessas musicadas pelo vento.
Quanta fogueira existe nesse teu olhar!
Faíscas que atiçam o querer-te perto,
Nas minhas mãos ardentes para te queimar.
Não há magia nem milagre de uma prece
Que do errado possa extrair o certo.
Quero o pecado que a pureza desconhece!
JORNADA
A estrada é longa, esburacada,cansativa,
As pernas doem, o peito arfa,
O brilho no olhar dorme nas nuvens,
A boca resseca, a língua se acomoda,
As palavras evitam canções,
O poema reflete a aspereza do solo.
Os atalhos levam a cavernas sem saída,
Labirintos atraem,
Cachoeiras jorram lágrimas,
Risos ecoam nos vales,
Crianças brincam de cabra-cega,
O maltrapilho oferece seu cajado,
Amigos deixam um rastro de flores.
Sinos da Ave-Maria,
Violões plangentes,
Nasce uma estrela,
Preces e esperanças ficam para trás,
Mais uma noite adormece,
Os sonhos e fantasmas rondam.
Vem aí outro dia amanhecendo a jornada,
Não se contam os passos,
As garfadas, os copos quebrados,
Os cafés entornados,
Nem os lugares revisitados.
Beijos e abraços foram tantos
Quantos nós atados.
Tantos quantos laços rompidos,
Tantas chegadas, tantas partidas...
Cães e gatos perdidos ou mortos
Contam a história.
Ulisses, o perdigueiro, segue ali em frente,
Alegre, abanando o rabo.

O Bobo Infeliz
Sou um bobo triste.
Meu papel seria o de contar piadas, estórias divertidas, alegrar a corte.
No entanto, ao olhar ao redor, ao escutar as notícias alardeadas pelos arautos, ao sentir o cheiro de podre que se espalha pelos quatro cantos do reino, ao tatear notas marcadas pelas unhas afiadas de serviçais do rei que lhes permite surrupia-las da Sala do Tesouro (cada vez mais vazia), os engulhos me afogam o riso.
Quando procuro o monarca na Sala do Trono não o encontro por lá. Ou está em viagens para convencer os súditos de que nunca houve rei tão amante e amado do povo como ele, tão admirado pelos Príncipes e Imperadores de outras nações, ou na sacada mais elevada do Castelo, discursando para a ralé arrebanhada por seus acólitos ou pelas esmolas que lhe joga lá do alto.
Enquanto isso, duques banqueiros engordam seus próprios tesouros com juros indecorosos obtidos com empréstimos garantidos pela retenção de parcos salários e aposentadorias elevados artificialmente com a finalidade de manter um ritmo de consumo indispensável à manutenção de um pífio crescimento da economia e de postos de trabalho., um espetáculo, segundo alardeia o monarca.
A plebe aplaude! Televisão nova na sala do barraco, novo colchão no catre, novas panelas nas quais a patroa prepara os alimentos comprados com estipêndios fartamente distribuídos pela Coroa, trabalhar pra quê?
Avizinha-se uma eleição para Imperador. O rei conquista votos de todos os rincões. Mentiras,
cinismo no rosto do opulento que usa a máscara da humildade para empulhar, quatro anos diariamente televisado aos pobres, linguagem chula – imprópria à dignidade real – instrumento de sedução sentimental, ele se mistura à plebe, promete mais benesses, redução de juros de empréstimos já tão difíceis de pagar, como indica o brutal aumento das listas negras de proteção ao crédito. Os que têm seu nome inscrito aos poucos vão percebendo que foram induzidos a consumir além do permitido pelos aumentos de remuneração. Outros perdem o emprego porque a valorização da moeda do reino possibilitou a importação de produtos fabricados por outros reinos onde crescem as oportunidades de trabalho Julgaram-se espertos, louvaram a esperteza do rei semi-analfabeto que manteve a inflação sob controle Não foram educados para perceber que as transgressões da lei da oferta e da procura não ficam impunes como as violações das leis do reino às quais estão acostumados porque “todo mundo faz”.
Lá na sacada do palácio o monarca agita o punho cerrado da mão esquerda e vitupera contra a oligarquia espoliadora dos humildes enquanto esconde a direita sob o parapeito para não mostrar o cetro da tirania que pretende exibir só depois que for escolhido Imperador.
Um arauto passa com sua voz retumbante proclamando o resultado de pesquisas de opinião que demonstram o alto prestígio do Rei. Ele se engalana. Poucos percebem a sua nudez.
Pelo meu rosto, escorre uma lágrima.
Olho-me no espelho. Estou vestido de palhaço num picadeiro de platéia minguada. Eu, que me achava um honorável bufão.


Pensamento
Quando penso em você
Suspiro,
O tempo pára,
Deixa-me pensar mais,
Lembrar do beijo
Roubado,
Dos olhos presos nos seus,
Do arrepio,
Do calor nas mãos,
No peito,
E da mordida no lábio.
Fugaz momento aquele
Quando o tempo safado
Não parou,
Não deixou sentir o gosto
Do seu mel,
Dos seus dedos,
Do seu seio,
Do seu corpo.
Depois,
Por que há sempre um depois?
Você rompeu o laço,
Desfez o abraço,
Fugiu.
A distância não rompe pensamento.
Lembro,
Lembro muito e sempre
Matemática da Solidão
Duas solidões são = :
Caminhos a percorrer,
Janelas que se abrem,
Palavras que se ouvem,
Carinhos a dar e a receber,
Gestos e sorrisos,
Areia, mar, velas,
Horizontes no olhar
Cor nas faces,
Luz nas mentes.
Solidões adicionadas são + :
Partidas e chegadas,
Portas abertas,
Conversas trocadas,
Ternuras vividas,
Calor e contentamento,
Gargalhadas,
Oceanos de prazer,
Brilho nos olhos,
Rugas desfeitas,
Chamas no coração.

Eles Votam no Lulla!
A carência dos pobres no Brasil, vai muito além da necessidade de alimento, educação e emprego. É uma carência primordial de atenção e de afeto que reside no âmago de todo ser humano. O pai, provedor, autoritário e ao mesmo tempo carinhoso costuma supri-la. Quando o pai natural deixa de possuir ou não teve alguma dessas características, os filhos projetam num parente próximo ou num ídolo publicamente conhecido e que pareça lhes dar atenção, a figura paterna gravada na memória racial e que as circunstâncias da vida lhes negaram. A carência afetiva mora no calabouço da mente dos brasileiros de regiões onde não chegou o progresso econômico impulsionando pais a procurarem nos Eldorados distantes o sustento básico para si e para a família. A ausência paterna prejudica a formação do caráter da criança que se julga abandonada, cria transtornos de personalidade, favorece o surgimento de muitos casos de seres humanos não adaptados ao convívio social, vítimas preferenciais do aliciamento para as hostes do crime, organizado ou não. Os pais emigrantes, ao perceberem que São Paulo ou outras grandes cidades não são o Eldorado que idealizaram, vestem a indumentária moral dos bandeirantes e se atiram à conquista de bens à qualquer custo, seja pelo trabalho, seja pela espoliação dos mais fracos, seja pela degradação dos recursos naturais. Precisam justificar-se e aos seus, o sucesso da aventura. Além disso, para mitigar o mal português da saudade que os assola, e as suas necessidades humanas de atenção, sexo e afeto, muitos acabam constituindo novas famílias como o fizeram nossos ancestrais ao colonizarem o Brasil. Nesse mundo de carências e de desregramento moral surge o Pai dos Pobres, o emigrante nordestino que teve sucesso na política e no patrimônio, que fala diretamente aos seus corações, com a linguagem de sentimentalismo fingido, porque orientada por eficientes publicitários, na qual a redenção dos carentes é o mote principal. A atenção dispensada aos pobres é comprovada pela esmola de bolsas pecuniárias que lhes mitiga a fome, por aumentos de benefícios de parcas aposentadorias, por empréstimos bancários que atendem os desejos impulsionados pela sociedade de consumo. Não importa que o ídolo tenha pés de barro, lidere quadrilha e seja apoiado por políticos que avançaram nos recursos públicos, que minta sem pudor, que seja prepotente, arrogante, dado à cachaça, ao linguajar ofensivo, ao uso da sedução de bordel, que chame de traidores e depois afague a cabeça dos amigos denunciados por corrupção, violação de sigilo bancário e outros crimes. Isso tudo faz parte da cultura torpe do mazombismo nacional que a sociedade lhes proporcionou,com a falta de educação, de treinamento profissional e de trabalho dignamente remunerado. Eles votam no Lulla! Não sabem que foram e estão sendo enganados.
É tanta a desilusão com os políticos que está dificil escolher candidato. Portanto:
VOTE NO PINTO
Por que votar no Pinto?
É o único que aumenta a população.
É duro.
Respeita as regras.
Não gosta de chatos.
Sua preocupação é ficar por dentro.
Conta com o apoio das mulheres mais belas do mundo.
Suas realizações aparecem após nove meses.
É modesto! Está sempre escondido.
Na rua anda de cabeça baixa.
Trabalha em qualquer hora do dia e da noite.
Não é preguiçoso. Levanta apenas com um
pensamento.
Não gosta de publicidade. Sua foto não sai nos jornais.
É pobre. Vive pendurado!
Chora de prazer quando trabalha.
É honestíssimo. É o único que entra cheio e sai vazio.
Está sempre a esquerda, embora não seja comunista.
Desportista. Joga com duas bolas.
Faz gol de cabeça e cospe na cara do goleiro.
Só fica preguiçoso após o trabalho.
É pobre e simples, por isso dorme em cima do saco.
É educado. Quando vê mulher se levanta.
Não gosta que lhe puxem o saco.
Não é traiçoeiro, mas às vezes ataca por trás.
Vote no Pinto!

Ando por aí
Ando por aí sem rumo,
Aceito o que a vida faz,
Cabeça fora de prumo,
Passos pra frente e pra trás.
Filósofo de horas tardas,
Tento conhecer um pouco
Daquelas ciências pardas,
Que me deixam quase louco.
Longe estão os mil caminhos
Dessa vida que vivi,
Entre tapas e carinhos,
Da gente que conheci.
Buscava destino certo
Fiado em muitas certezas,
Pensando que era esperto,
Alma cheia de belezas.
Mas o tempo nos ensina
Que o mundo gira lá fora,
E quem não faz sua sina,
Acaba perdendo a hora.
Não se colhe apenas flores,
Os perfumes evaporam,
Como somem os amores
E as saudades que choram.
Não se entregue ao porvir,
Nem ao passado distante,
Porque o hoje é para rir
E rindo seguir adiante.
Coração de Mulher
Coração de mulher sabe do mundo
Bem mais que o meu, enrijecido e tonto
Pelas andanças nesse mar profundo
Dos sentimentos que percebo e conto.
O maternal amor de quem procria,
De quem reparte a sede e a fome,
O alimento e a energia,
É feminina luz que se consome.
Esse é o amor verdade e eterno,
Que nasce antes de qualquer rebento,
Transpõe verões, aquece o inverno.
Feliz a dama que o tem consciente,
Como muralha resistente ao vento,
Como barco que lhe conduz a mente.
AMAR A SÍ MESMO
Essa dor que hoje nos assola
É apenas resto do pecado
De amar outros mais do que a nós.
Falta o afeto próprio que consola
Pelo que fizemos de errado
De acordo com o livro algoz.
É preciso acarinhar a alma,
Afugentar as culpas geradas
Pelo ventre das mães de outrora.
Está na hora de estender a palma
Ao puro orvalho das madrugadas
E limpar esse rosto que chora.
Só se anda com os próprios pés.
Só se vê com os olhos que temos.
Só falamos com a nossa boca.
Por quê nos louvar de alheias fés?
Por quê não gozar o que fazemos?
Deuses não somos! A vida é pouca!

Desabafo
Ele planta abobrinhas
e espera colher uvas,
sai a pescar sardinhas
com rede para atum,
ao furto vai sem luvas,
e fala qual bebum.
Assim chegou ao cume
E se tornou um rei,
pois sendo vagalume,
brilha na escuridão,
onde impera a lei
da fome e da ambição.
Ele veio do mar,
mas se adaptou a terra.
Prá tudo acomodar,
quem rouba apenas erra.
“Há alguns ladrões, tão ignorantes, que sempre deixam rastos como lesmas e a mesma presa os descobre, como o que furtou o trigo sem advertir que era o saco roto e, pelo rasto dele que ia deixando, lhe deram na trilha e o apanharam. Outros, porque carregam tanto que não podem fugir, são alcançados. Outros, porque se vestem do que furtam, são conhecidos. E todos só por ignorantes são descobertos. Antes é propriedade da ignorância que, por mais que se esconda, não pode muito tempo estar oculta.”
Lição tirada de A ARTE DE FURTAR, autor anônimo do século XVIII, editora L&PM POCKET, 2005.
O Grande Padrinho
Por Antonio Carlos Rocha, advogado e escritor
No correr dos séculos acompanhamos a faina dos homens que araram a terra, dos que a adubaram, dos que plantaram as sementes e dos que colheram o produto agrícola. Nem sempre foram os mesmos, pois a natureza sábia permite que o processo do plantio de alimentos básicos para matar a fome e a sua colheita ocorra num curto prazo. Já as árvores frondosas, úteis para a construção, a celulose, o látex e outras finalidades, demandam o tempo de uma geração entre o plantio e o uso econômico, merecendo cuidados especiais entre uma fase e outra. O mesmo acontece na economia de um país: há os que aram, os que adubam, os que plantam sementes, os que fazem a manutenção, e os que colhem. Na vida privada o fenômeno é fácil de constatar nas empresas familiares fundadas por antepassados imigrantes e que hoje são grandes corporações.
Nem todas sementes vingaram, nem todas árvores atingiram a maturidade. Os governantes estão sujeitos ao mesmo processo. Uns aram, outros, adubam, outros fazem o plantio; em seqüência, há os que cuidam, os que agregam valores, os que deixam as saúvas arrasarem as plantinhas frágeis, os que fazem manutenção adequada, e, finalmente, os que colhem. Na historia política do Brasil, no período Republicano, destacam-se vultos como Getúlio que arou a terra do café com leite e plantou as sementes da industrialização; Juscelino, que agregou valores com seu plano de metas e a interiorização do progresso com a criação de Brasília; Collor que abriu fronteiras à importação e obrigou os nossos empresários a modernizarem seus processos produtivos com a extinção de cartórios como o da informática e levou a tecnologia ao campo; e Fernando Henrique, que estancou o processo inflacionário, privatizou mastodontes estatais da telefonia, da energia, da siderurgia e da mineração, introduziu o conceito e a lei de responsabilidade fiscal e plantou as sementes do ensino básico generalizado, embora sem qualidade.
Lulla fez apenas manutenção na área econômica, nada semeou e pouco manteve na área de infra-estrutura, no setor educacional, de saúde (a não ser o descontrole gerencial que resultou no superfaturamento de ambulâncias e remédios), de costumes políticos (a não ser a compra de consciências de deputados por meio do mensalão), na segurança pública (a não ser a ridícula proposta de intervenção de tropas exército para combater o terrorismo de bandidos que só pode ser eliminado mediante ações efetivas de inteligência, como ocorreu nos governos militares). No entanto está colhendo o que outros plantaram e agregaram na economia interna e externa, inclusive a auto-suficiência em petróleo e os resultados da exportação. Adubou programas assistencialistas pré-existentes (o famoso Fome-Zero fracassou, bem como o do primeiro emprego para jovens e o da reforma agrária). Envaidecido com o que não fez, Lulla apossou-se de resultados com o “nunca dantes” que anuncia sua propaganda eleitoral, baseada em comparações de resultados com os governos anteriores. Falácia que apesar de sê-la, gera uma colheita de louros transformados em perspectiva de votos oriundos de uma massa que só enxerga os benefícios presentes e espera aumentá-los com base em promessas populistas.
Quem vai pagar os aumentos do funcionalismo, do salário mínimo e dos aposentados que foram concedidos acima dos índices de inflação? Qual bancada parlamentar apoiará um novo arrocho tributário? Quem se sentirá digno, vivendo de esmolas governamentais? Quantos jovens (formados em universidades públicas ou assistidas pelo governo) irão buscar refúgio nas drogas por não encontrarem trabalho para ganhar honestamente a vida de acordo com o aprendizado de muitos anos? Quem adubará a terra para plantar quando as saúvas do MST se reúnem para devorar a plantação e é proibido tacar veneno no formigueiro?
É preciso pôr cupim na cara de pau do Lulla para que a máscara da mentira se desfaça e todos vejam o facínora que comanda a sofisticada organização criminosa que pretende estender seus tentáculos por todos os rincões do Brasil, para abocanhar poder e dinheiro para eleger mensaleiros, sanguessugas, laranjas, quadrilheiros e todos mais que compuserem o seu rebanho dócil e de fácil manejo. Sim, caída de podre a máscara, tentáculos é o que veremos á luz do dia, pois não é a toa que a Organização Mafiosa designou um Lulla como Chefão, não é a toa que vestiram nele a fantasia de Padrinho dos Pobres, o Grande Padrinho. Quem quiser que lhe vá pedir a benção, beijar suas mãos sujas, nós, homens de bem, não participaremos do genuflexório.
![]()
|
||||